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Enriko e Patrick (Kraft Bräu) e Felipe Viegas (Taberna do Vale)

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

OS VIKINGS E A CERVEJA...





A importância da Cerveja na história dos vikings da Escandinávia


Muito se sabe sobre gregos, egípcios e romanos, assim como suas respectivas civilizações, que ditaram de forma incisiva os rumos da humanidade. Agora o que você sabe sobre os nórdicos?
Com presença facultativa nos livros de História adotados no Brasil, o povo localizado na antiga Escandinávia (atual região da Suécia, Dinamarca, Noruega, Islândia e Finlândia) aparece em nosso imaginário com suas longas barbas, roupas de pele e uma bela caneca de cerveja na mão.
Mesmo estereotipada, a visualização clichê não está necessariamente errada. A cerveja, que veio para duelar com o hidromel, não era uma bebida qualquer servida durante as refeições; ela teve importante papel sociocultural e religioso para o povo nórdico, também chamado de viking. Mesmo sem ser considerada sagrada, era presença garantida em cultos, reuniões e solenidades, quando os convidados juntavam em um único vaso todo o líquido que traziam de casa e as festividades só terminavam no momento que a cerveja acabava.
A importância da bebida fermentada para os nórdicos, que não foram aplacados pelo Império Romano e, portanto, não sucumbiram ao vinho, fica mais visível por meio de algumas representações culturais da época. O poema épico Kalevala, da Finlândia, dá mais espaço para a cerveja do que para a própria criação do homem. Outro fato marcante é que em eslavo a palavra cerveja é chamada de “piwo”, derivada do verbo “pić”, que significa “beber”.
No campo religioso, os escandinavos contavam com uma rica mitologia composta por deuses diversos que eram adorados – inclusive com cerveja – em eventos coletivos. Dentre os representantes mais expressivos desta crença pré-cristã destacam-se Odin (o Deus dos deuses) e Thor (filho de Odin que protegia os vikings).

Homenagem a Odin

Os festejos dedicados ao “Deus dos deuses” não podiam ser frequentados por pessoas que não tivessem tomado grandes doses de cerveja. Melhor ainda se o licor de malte fermentado apresentasse alto teor alcoólico, isso dava a ideia de que a bebida estava mais próxima do sabor sagrado. Talvez por este motivo e pelo fato de que a maior honra que um viking poderia ter é ser aceito no palácio de Odin para beber cerveja à vontade, a embriaguez era frequente, principalmente em banquetes.
A cerveja, assim como o hidromel, era costumeiramente consumida em chifres que precisavam ser esvaziados com rapidez, pois não era possível acomodá-los nas mesas. Geralmente os nórdicos bebiam e passavam os chifres em círculos ou sucessivamente de uma fila para outra localizada à frente.
Ainda quanto à forma de beber, ritos de mesa são explicados a partir das narrações das Sagas.Sveitarddrukkja marca o consumo da cerveja em rodadas, quando cada um entorna a mesma quantidade de líquido que o seu vizinho. Einmenning fala sobre o consumo particular da bebida auxiliado por chifres pequenos. Já Tvímenning refere-se ao ato de beber a dois, seja entre homens, mulheres ou homens e mulheres.
Como vocês já devem ter percebido, beber era uma grande proeza para os nórdicos, e só podia ser herói aquele que esvaziasse diversos chifres sem pausas (como foi relatado na Saga de Egill).

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